Atenção, amor e arte



Foto do maravilhoso fotógrafo Biga Pessoa

Estamos no auge da loucura ou ainda dá para ficar mais intenso? Que tempos são esses? Um refrão não me sai da cabeça: "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte".

Eu não sei o que é mais triste: o nosso país maravilhoso completamente nas mãos de gente criminosa, equivocada, atrasada e doente, ou, a sociedade doida, apontando o dedo, uns para os outros, com tanto ódio. Quem alimenta quem? Quem vem primeiro?


Hoje faz um ano que uma mulher sensacional foi alvejada por esses criminosos. Uma mulher que lutou muito, desde sempre e lutava ainda mais quando foi conquistando espaço para falar e batalhar pelas minorias que são massacradas há tanto tempo: os negros, as mulheres, os gays, os pobres. E ela foi esplêndida! Ela entrou para a política e deu um baile nesse patriarcado asqueroso, criminoso. Na carreira política ela ia longe. Não só na política, na sua existência. Aliás, ela vai longe, ela é esplêndida! Marielle é semente. E semente poderosa.




Ontem assistimos por aqui, pelas telas, uma tragédia acontecer: dois meninos entrarem numa escola para matar. Matar crianças. Matar dentro de uma escola. E hoje ainda precisamos ouvir que os professores deveriam estar armados para evitar ou minimizar a catástrofe. Oi?! Ás vezes tenho a sensação que estou assistindo um filme ou tendo um sonho muito louco, de tão surreal e triste que o ser humano pode ser.


No fim do ano passado quase entrei em depressão. Sério. Enfraqueci. E fui percebendo que é preciso filtrar esse mundaréu de informações. Percebi que é possível estar consciente e informado sem ficar inundado da realidade mais cruel. Até porque ela não é a única realidade. Comecei a medir a forma que eu interagia nas mídias sociais. A forma que a sociedade interage entre si através das mídias sociais, pode ser uma grande arma para o articulador/manipulador agir. O objetivo é manter todo mundo mal informado e apavorado. Comecei a me dar conta que estava me relacionando muito pelas telas e menos pessoalmente. Que estava com indigestão com tudo que estava tendo acesso. E que a tristeza estava tomando conta de mim e me deixando inerte, exatamente o contrário que deveria ser. Agora é a hora da revolução. E revolução se faz com alegria e amor. E força.

É preciso estar nutrido. Sim, nutrição não vem apenas pela boca. Vem pelos olhos, ouvidos, etc. Passei a selecionar o que ver, ouvir, o que conversar, da mesma forma que seleciono meus alimentos.

Me fechei numa bolha? Não, de forma alguma. O antídoto foi ler mais, me informar mais. Propiciar mais encontros para poder me relacionar verdadeiramente com as pessoas. DIALOGAR. Com quem está afim, com quem ouve, com quem se aprofunda. Passei a OUVIR mais também. Melhorar minha escuta, prestar atenção na empatia que tenho em relação às pessoas. Cuidei muito da minha relação nas mídias sociais. Quer conversar ou debater? Só vou se for olho no olho. Passei a ouvir mais música que me acalma, que me dá alegria. E se estou meio triste, abraço muito meus filhos, converso muito com eles, vou cuidar das minhas plantas e cozinhar, claro.


E mesmo com todos esses desafios que estamos vivendo, percebo que esse caminho faz sentido pra mim. A vontade de trabalhar para um propósito maior também cresce cada dia pois não, como disse, não estou na bolha. E quero fazer a diferença de alguma forma.

Algo aconteceu, coisas que acontecem quando a gente consegue acalmar o coração e a mente. Algo que acontece se a gente estiver atento e forte para vivenciar. Uma porta linda se abriu para um universo revolucionário. Estou falando num âmbito bem pessoal. Mas na realidade a porta está se abrindo ainda então conto melhor nas próximas postagens.


Vou compartilhar aqui uma receita que acho muito simples e faço constantemente: homus. Com a receita base vou inventando sabores e cores. Pois é exatamente isso que tenho perseguido, viver da maneira mais colorida, saborosa e feliz que eu conseguir.


Homus


300 g de grão-de-bico

caldo de 1 limão

1 dente de alho descascado

100 g de tahine (pasta de gergelim)

azeite, a gosto

1 pitada de cominho, em pó

sal e pimenta-do-reino moída na hora moída a gosto





Coloque o grão-de-bico numa tigela e cubra com água. Deixe de molho durante a noite. Escorra e coloque numa panela com bastante água. Leve ao fogo para cozinhar. Cozinhe até ficarem macios, por volta de 1 hora.


Escorra a água mas guarde um pouco pois você vai usar um tanto para bater com o grão de bico. Essa água deixará o homus mais cremoso.


Se você tiver tempo e paciência, descasque o grão de bico. Fica mais digerível mas confesso que não é sempre que faço. Use um processador ou liquidificador e misture os ingredientes. Coloque um pouco da água do cozimento para ficar mais cremoso. Eu sei, meio subjetivo mas faz aos poucos, junto com o azeite para sentir a textura. Coloquei um limão mas ás vezes coloco um pouco mais. Prove durante o processo.


Para dar cor e sabor:


ROSA: Bata com 1/2 beterraba ja cozida e descascada. Eu gosto de pouca beterraba, para não roubar o sabor. Deixo bem rosa claro... mas é gosto.


LARANJA: Bata com 2 cenouras cozidas e a casca ralada de uma laranja. Se quiser bem laranja, coloque um pouco de cúrcuma em pó.


VERDE: Bata com ervilhas cozidas e ervas. Podem ser salsinha, manjericão, dill, etc.


BEJE: A cor não é tão sensacional mas o sabor... é demais! Caramelize cerca de 3, 4 cebolas e bata com elas já prontas. Para caramelizar você fatia finamente e coloca numa panela com azeite e manteiga. É um processo longo, demora. Mexa sem parar para não fritar e sim, caramelizar. Costumo fazer grandes quantidades para usar em outras preparações.


E para terminar e não deixar de inspirar, vou de Vinícius, que sempre acalanta o meu coração. É a música que estou hoje. Um hino. Pra gente não esquecer que "A vida é arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida".




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